Após horas de viagem, finalmente chegamos à casa da minha cunhada. Estava exausto por passar horas sentado no carro. Adoraria ter feito essa viagem de avião, em alguns minutos já estaríamos aqui, mas minha esposa tinha essa mania de viagens de carro e todo o vínculo gerado.
— Finalmente chegamos! Vou procurar a Becky, pai! — gritou Charlie, enquanto corria para dentro da festa.
Charlie estava animada, era o aniversário de doze anos de sua prima. Ela e Becky tinham quase a mesma idade. Minha filha faria doze também em poucos dias.
A festa estava extremamente decorada: balões coloridos para todos os lados e inúmeros brinquedos. As maiores atrações eram um castelo inflável e, infelizmente, um palhaço. Como eu odiava palhaços. Tudo isso em um único quintal. Que casa enorme! Mais crianças do que eu conseguia contar, a maioria meninas. Correria sem fim junto a gritos estridentes. Eu já havia perdido Charlie naquele mar de crianças energizadas pela quantidade de açúcar disponível em uma mesa cheia de doces. Passei um tempo interagindo com algumas mães, quase ninguém sabia quem eu era.